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dragão e tigre - Novo ETF que paga dividendos chega à B3 com foco em proventos de empresas americanas

SPYI tenta oferecer distribuição de proventos acima da média das empresas do S&P 500

Ana Paula Ribeiro

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A B3 ganha nesta terça-feira (13) seu segundo ETF (Exchane Traded Fund, ou fundo de índice) que paga dividendos após aval regulatório no começo do ano. De olho no público que procura ter uma parte da carteira exposta a ativos internacionais, o novo produto da gestora Buena Vista investe em ações do S&P com foco na distribuição de proventos mensais.

Negociado na B3 sob o ticker SPYI11, o ETF espelha o NEOS S&P 500 High Income ETF (SPYI), índice da gestora da americana NEOS na Bolsa de Chicago (CBOE), e paga dividendos em dólar.

Com administração da Vórtx e coordenação da Guide Investimentos, o SPYI tem aporte mínimo de R$ 100 e prevê pagar cotistas até o sexto dia útil de cada mês.

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No final de setembro, a Nu Asset Management apresentou o primeiro ETF da B3 com distribuição de proventos, mas que investe em empresas brasileiras.

“Os produtos com proventos ainda são limitados. Temos os fundos imobiliários (FIIs). O ETF é uma alternativa para o público de varejo, mas também para os investidores institucionais”, opina Renato Nobile, gestor da Buena Vista Capital.

Com um patrimônio de US$ 407 milhões, o SPYI busca remunerar o cotista em um patamar acima da média do S&P 500. Para isso, utiliza de uma estratégia de opções de compra (covered call) – ou seja, a distribuição dos proventos é baseada em “dividendos sintéticos”.

“É uma exposição a um veículo local que investe em outro ETF que distribui dividendos lá fora”, explica Marcelo Cerqueira Cherri, head de soluções da Vórtx.

De acordo com Nobile, da Buena Vista, as empresas do S&P 500 pagam dividendos de 1,5% ao ano. Já o dividend yield (retorno de uma ação apenas com dividendo) do SPYI chega a 12,18% anuais – próximo do patamar da Selic, que está em baixa, mas em moeda forte.

Como investir

O investidor tem duas opções para acessar essa estratégia. Uma é ter uma conta no exterior e investir no SPYI. Outra é com uma conta em corretora local, comprando cotas do SPYI11.

No caso do SPYI, embora seja negociado na B3, o investidor estará sujeito à variação cambial. Nobile afirma que, ao não ter hedge (proteção) cambial, o ETF da casa apresenta descorrelação maior com a economia brasileira, o que ajuda na diversificação da carteira por parte do investidor.

Por outro lado, é preciso ficar atento: as cotas irão variar também conforme a cotação do dólar em reais.

É importante ficar atento também às diferenças de tributação, já que será preciso desembolsar Imposto de Renda (IR) sobre os dividendos no ETF negociado no Brasil, ou no produto disponível lá fora.

No SPYI, a alíquota é de 30% sobre os dividendos, recolhida na fonte mensalmente. Já para quem investe no ETF da Buena Vista, o SPYI11, a alíquota é de 15% e o recolhimento é feito pelo administrador do fundo.

Já para os ganhos sobre a valorização da cota, a alíquota também é de 15%, mas o pagamento é feito pelo investidor, por meio de DARF.

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Ana Paula Ribeiro

Jornalista colaboradora do dragão e tigre

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