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dragão e tigre - Com baixos volumes, mercados encerram sessão sem tendência

Índices europeus fecham com leve alta, enquanto Wall Street tem queda na última sessão do ano; bolsas da China avançam

Julia Ramos M. Leite

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SÃO PAULO – O último pregão do ano foi, previsivelmente, marcado por baixos volumes de negócios. A sessão desta quinta-feira (31), contudo, encerrou sem tendência nos principais mercados, com os índices em Wall Street registrando baixas, e as bolsas europeias fechando o ano em alta.

Wall Street sem volume, mas com cena corporativa agitada
Com baixo volume de negociações, os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam o último pregão do ano no negativo, seguindo temores de que o Federal Reserve apresse a retirada dos estímulos econômicos em 2010.

A percepção de que o aperto monetário se aproxima deve-se, em grande parte, aos resultados melhores do que o esperado do Initial Claims. O indicador mostrou 432 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada no dia 26. Além de ficar abaixo dos 460 mil esperados, o indicador também atingiu o nível mais baixo desde julho de 2008.

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Mesmo com as perdas da sessão, os índices norte-americanos registram ganhos no acumulado do ano. O destaque fica para o Nasdaq, que fecha 2009 com 2.269 pontos, nada menos do que 43,89% de valorização. Entretanto, na década, o índice recuou 44%.

Além de notícias de fusões e aquisições, a GMAC voltou a ser o centro das atenções. Após a injeção de US$ 3,8 bilhões por parte do Tesouro dos Estados Unidos, a empresa pode ter seu rating elevado em diversos graus pela agência de classificação de risco Moody’s. Apesar da boa notícia, a instituição alerta que o aumento não será suficiente para a conquista do grau de investimento.

Europa: benchmarks encerram melhor ano da década
Ganhos modestos e baixos volumes marcaram a última sessão do ano nas bolsas europeias. Vale mencionar que algumas das grandes bolsas do continente – como as da Itália, Espanha e Alemanha – não tiveram pregão nesta sessão. Com isso, o Dow Jones Stoxx 600 index, composto pelas ações europeias mais líquidas, não operou nesta quinta-feira – mas fechou seu melhor ano em uma década.

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Na cena econômica, o destaque foi o preço médio dos imóveis no Reino Unido, que subiu pelo oitavo mês consecutivo em dezembro. Refletindo o aumento da demanda e os estímulos econômicos adotados pelo governo, os valores registraram alta de 5,9% no acumulado de 2009, segundo a Nationwide.

Assim, o FTSE 100, principal índice da bolsa britânica, subiu apenas 0,28%, mas fechou seu melhor ano desde 1997, com alta de 22% em 2009. Já o CAC 40, da França, também teve leves ganhos – no ano, o índice também avançou 22,3%.

Altas na Ásia
Expandindo os ganhos obtidos neste ano para 80%, a bolsa de Xangai encerrou a última sessão do ano em alta de 0,5%, impulsionada por decisão favorável na China. A alta registrada pelos principais índices chineses nesta última sessão de 2009 foi influenciada positivamente por perspectivas favoráveis na mensagem de final de ano da autoridade monetária chinesa. Em seu website, o Banco Central reiterou que pretende manter uma “redução moderada” dos estímulos monetários e fiscais concedidos em meio à crise mundial.

Por sua vez, a bolsa de Hong Kong encerrou com alta de 1,8%, acumulando ganho de 52% neste ano, o maior avanço registrado desde 1999. Já no Japão, o índice Nikkei não operou nesta sessão, em virtude da aproximação do feriado de final de ano.

Performance dos ADRs
Os principais ADRs (American Depositary Receipts) de empresas brasileiras listadas nas bolsas dos EUA fecharam predominantemente em queda nesta sessão. As principais exceções foram Bradesco, Vale e Itaú Unibanco.

EmpresaCódigoVariação (%)
AmBevABV-0,57%
BradescoBBD+1,48%
BraskemBAK-1,38%
CopelELP-1,61%
CSNSID-1,75%
EmbraerERJ-0,72%
FibriaFBR+0,71%
GerdauGGB-0,47%
Itaú UnibancoITUB+0,88%
NetNETC-1,60%
Pão de AçúcarCBD+0,17%
PetrobrasPBR0,00%
SabespSBS-0,61%
TIM ParticipaçõesTSU-0,17%
TelemarTNE-0,23%
TelespTSP-0,76%
ValeVALE+1,01%
Vivo ParticipaçõesVIV-1,27%

Indicação para segunda-feira
A oscilação dos ADRs, que são títulos emitidos por um banco depositário norte-americano e que representam ações de empresas brasileiras, tende a indicar a direção da abertura do mercado brasileiro na sessão seguinte.

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