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dragão e tigre - Bolsas dos Estados Unidos fecham último pregão do ano em queda

Sem volume e com Initial Claims em destaque, bolsas refletem temor de aperto monetário antecipado em 2010

Giulia Santos Camillo

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SÃO PAULO – Com baixo volume de negociações, os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam o último pregão do ano no negativo, seguindo temores de que o Federal Reserve apresse a retirada dos estímulos econômicos em 2010.

A percepção de que o aperto monetário se aproxima deve-se, em grande parte, aos resultados melhores do que o esperado do Initial Claims.

O indicador, divulgado pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos nesta manhã, mostrou 432 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada no dia 26. Além de ficar abaixo dos 460 mil esperados, o indicador também atingiu o nível mais baixo desde julho de 2008.

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Acumulado do ano
Mesmo com as perdas da sessão, os índices norte-americanos registram ganhos no acumulado do ano. O destaque fica para o Nasdaq 100, que fecha 2009 com 2.269 pontos, nada menos do que 43,89% de valorização.

A evolução é ainda maior, de 78,9%, se considerada a mínima atingida pelo benchmark no início do ano, de 1.268 pontos. Entretanto, na década, o índice registrou recuo de 44%. Já o Dow Jones recuou 9,3% no período, fazendo a década dos 2000 a segunda pior de sua história.

O S&P 500, que chegou ao menor patamar de 12 anos em março deste ano, aos 676 pontos, terminou o ano com 1.115 pontos – uma alta de 64,94%.

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Cena corporativa
O dia também foi de novidades na cena corporativa norte-americana. Além da disputa entre a Time Warner Cable e a Fox, o destaque fica com a YRC Worldwide. A maior companhia de caminhões do país viu seus papéis caírem 15,17% na sessão, após informar que seus credores concordaram em trocar dívidas por ações.

Do lado positivo, as variações também surpreenderam, refletindo notícias de fusões e aquisições. As ações da Quixote dispararam 115,93% com o anúncio de venda para a Trinity Industries por US$ 6,38 por papel. O valor representava um forte prêmio sobre o preço de fechamento da quarta-feira, de US$ 2,95.

Por fim, a GMAC volta a ser o centro das atenções. Após a injeção de US$ 3,8 bilhões por parte do Tesouro dos Estados Unidos, a empresa pode ter seu rating elevado em diversos graus pela agência de classificação de risco Moody’s. Apesar da boa notícia, a instituição alerta que o aumento não será suficiente para a conquista do grau de investimento.

Confira as cotações de fechamento
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 1,14% a 10.428 pontos, acumulando no ano forte alta de 18,82%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 1,01% atingindo 1.115 pontos e subindo 23,45% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,97% chegando a 2.269 pontos e acumulando no ano forte alta de 43,89%.

%Var DiaPontos%Var 30D%Var Ano 
 Nasdaq-0,972.269+4,29+43,89 
 S&P 500-1,011.115+0,56+23,45 
 Dow Jones-1,1410.428-0,42+18,82 
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